8.2.07

A PERGUNTA DO REFERENDO É MENTIROSA - Parte II

Todos os Portugueses, cuidado!!!
A pergunta do referendo é mentirosa.
É uma armadilha ardilosa para levar ao engano.



Vejamos a pergunta: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

1. DESPENALIZAÇÃO

O que está a ser referendado efectivamente não é a despenalização, mas sim a liberalização.
Muito se tem falado dos julgamentos vergonhosos e das prisões. Mas quantos aprisionamentos até hoje? Zero!
Foram feitas desde o último referendo até hoje várias propostas de mudança da lei, para despenalizar. No entanto, o governo sempre rejeitou. Porquê? Têm estado sempre a guardar esse trunfo para conseguirem a liberalização.
Mas são duas coisas bem diferentes. Por exemplo, o consumo de drogas no nosso país foi descriminalizado (ninguém vai preso por consumir; só por traficar), mas não foi liberalizado (o Estado não fornece).
Porque o Sr. 1º ministro vem agora dizer que passando o "Não", a lei mantem-se e não haverá despenalização? Porque faz tudo parte de uma chantagem e de uma hipocrisia sem precedentes. É assim que os do "Sim" provam a aversão aos julgamentos? Provam que a sua vontade não é despenalizar as mulheres, mas "forçar" a sua posição de liberalização do aborto.

2. INTERRUPÇÃO

O que é proposto não é uma interrupção. Outra mentira!
Interrupção é o que acontece, por exemplo, quando um programa de TV faz um intervalo para ser retomado logo a seguir.
Não é isto que se passa com um aborto. Num aborto não há interrupção. Há extermínio. Este é o termo correcto. Então porque não usá-lo? A verdade levaria as pessoas a tomarem a decisão certa. E não é isso o pretendido...

3. REALIZADA POR OPÇÃO DA MULHER

Para além de repreensível (a mulher não pode optar exterminar outra vida, seja ela qual for e esteja onde estiver) e injusta (o pai não é contemplado na lei), esta afirmação (que se passasse o "Sim" seria lei) continua a ser mentirosa.
Está provado com base nas estatísticas dos países onde o aborto já foi liberalizado, que 50% das mulheres que abortam, fazem-no forçadas e pressionadas. Pelo pai, pela família e pelo patrão. Liberalizar o aborto não é dar opção à mulher, nem defender os seus direitos, como se diz à boca cheia. É desprotegê-la e deixá-la à mercê e ditadura das pressões e opiniões dos que a rodeiam.

4. ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO

Mais uma mentira. Um estabelecimento de saúde promove a saúde, tratando da doença. No caso em questão, não estamos diante de nehuma doença, mas de uma vida. Não se promove, assim, a saúde, mas a morte!
Qualquer estabelecimento autorizado para abortos, pelo menos nestes casos, não é de saúde. Está em pé de igualdade com os campos de concentração e exterminação dos nazis. Só que naquele caso matavam os que consideravam seus inimigos e não os seus filhos e concidadãos...

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

Hugo Pinto

2 comentários:

Anónimo disse...

Governo deve tomar medidas em vez de pedir ao povo a solução

Não ! - Não à legalização do aborto através da falsa bandeira (engodo) da despenalização !

A despenalização do aborto é outra forma enganadora de combater o aborto. O número de interrupções de gravidez, no mínimo, triplicará (uma vez que passa a ser legal) e o aborto clandestino continuará - porque a partir das 10 semanas continua a ser crime e porque muitas grávidas não se vão servir de uma unidade hospitalar para abortar, para não serem reconhecidas publicamente.
O governo com o referendo o que pretende é lavar um pouco as mãos e transferir para o povo a escolha de uma solução que não passa, em qualquer uma das duas opções, de efeito transitório e ineficaz.
Penso que o problema ficaria resolvido, quase a 90 %, se o governo, em vez de gastar milhões no SNS, adoptassem medidas de fundo, como estas:

1 – Eliminação da penalização em vigor (sem adopção do aborto livre) e, em substituição, introdução de medidas de dissuasão ao aborto e de incentivo à natalidade – apoio hospitalar (aconselhamentos e acompanhamento da gravidez) e incentivos financeiros. (Exemplo: 50 € - 60 € - 70€ - 80€ - 90€ - 100€ - 110€ - 120€ -130€, a receber no fim de cada um dos 9 meses de gravidez). O valor total a receber (810€) seria mais ou menos equivalente ao que o SNS prevê gastar para a execução de cada aborto. (*)

2 – Introdução de apoios a Instituições de Apoio à Grávida. Incentivos à criação de novas instituições.

3 – Introdução/incremento de políticas estruturadas de planeamento familiar e educação sexual.

4 – Aceleração do "Processo de Adopção".


(*) Se alguma mulher depois de receber estes incentivos, recorresse ao aborto clandestino, teria que devolver as importâncias entretanto recebidas (desincentivo ao aborto). [Não sei se seria conveniente estabelecer uma coima para a atitude unilateralmente tomada, quebrando o relacionamento amistoso (de confinaça e de ajuda) com a unidade de saúde].

Estou para ver se os políticos vão introduzir, a curto prazo, algumas deste tipo de medidas. É que o povo, mais do que nunca, vai estar atento à evolução desta problemática.

Sergio disse...

Estas tácticas são bem normais nos liberais.

A propósito, Hugo, afinal este Anonymous não sou eu :P