2.2.07

PARADOXOS

Tantas pessoas ficam terrivelmente indignadas sempre que um gato mata um pardal, mas conseguem ouvir acerca da liberalização do aborto sem experimentar qualquer choque ou reacção (já nem falo dos que o defendem...)

Lamentamos tanto o número de baixas na 2ª Guerra Mundial, cerca de 60 milhões em 6 anos de guerra. Mas este é precisamente o número de abortos realizados por ano em todo o mundo...

Lamentamos a forma como Hitler e o governo Alemão exterminaram 6 milhões de judeus. Não temos dúvidas em declarar esse acto de crime contra a humanidade. No entanto, eles acreditavam que os judeus não tinham direito de viver; que só prejudicavam a vida. Afinal, aquilo que as mães dizem sobre os filhos que abortam...

Lamentamos e repudiamos o terrorismo. No entanto, quem o pratica fá-lo contra os seus inimigos. Já o aborto é exercido sobre aquele que é filho.


É inacreditável como tantas pessoas lutam pelo não à pena de morte e depois, com a mesma dedicação, lutam pelo sim ao aborto. Bom senso e doideira não são de certeza a mesma coisa...

Dizem que ninguém comete abortos leviana ou irresponsavelmente. No entanto, os mesmos afirmam que é uma forma de solucionar gravidez inesperada por irresponsabilidade e mães que deitam fora ou maltratam os seus filhos...

Dizem que a mulher tem direito sobre o seu corpo, para fazer o que quer com ele. No entanto, se andar nua na rua, é detida e presa por atentado ao pudor. No que ficamos?

A sociedade, na sua generalidade, ensina que cada um deve fazer o que sente e o que bem entende. Depois lamenta tanta gravivez indesejada fruto de irresponsabiliade e falta de precaução. Muitos teimam em não entender que viver dominado pelas emoções impossibilita o bom uso da razão e da responsabilidade...


Hugo Pinto

1 comentário:

Sergio disse...

O ser humano é o único ser capaz de defender mais a vida dos outros seres (cães, gatos, sapos, etc) do que a vida dos seus próprios bébés