7.3.07

«Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente» George Orwell

"Todo o indivíduo tem direito à vida"
Declaração Universal dos Direitos do Homem, artigo 3º;


"A vida humana é inviolável"

Constituição da República Portuguesa, artigo 24º

14.2.07

O TERRORISMO CONTINUA... MAS SERÁ VENCIDO!

«Mais uma vez o dia 11 fica marcado na história trágica da humanidade.
Depois do 11 de Setembro em Nova York e do 11 de Março em Espanha só mesmo o 11 de Fevereiro em Portugal.
E esta decisão vai matar mais pessoas que nos outros dois grandes atentados mundiais.
Com o nosso país o Bin Laden não precisa de se preocupar, nós já sabemos nos auto-destruir.»

Luís Vasco

E desta forma o terrorismo continua...
Só há uma forma de travá-lo. É o tipo de atitude radical e revolucionária dos terroristas: dar a vida.
Só que quando dada por aqueles que conhecem o Autor da vida, o resultado é precisamente o oposto: em vez de vidas serem violentamente destruídas, vidas são amorosamente abençoadas...

Hugo Pinto

13.2.07

CONTINUAREMOS A LUTA PELA VIDA

A nossa postura (como cristãos evangélicos) manter-se-á.
A defesa da vida; o apoio aos necessitados; o perdão e a restauração dos que praticam o aborto...

Palavras de exortação e estímulo para todos os cristãos, não nominais, mas activos, não conformados e agentes revolucionários de mudança:

«O modo como somos uns com os outros é o teste mais verdadeiro da nossa fé: Como trato um irmão ou irmã no dia-a-dia, como reajo ao bêbado marcado pelo pecado na rua, como respondo a interrupções de pessoas que não gosto, como lido com geste normal em sua confusão normal num dia normal podem ser melhor indicação da minha reverência pela vida do que um adesivo contra o aborto preso ao pára-choque do meu carro.
Não somos a favor da vida apenas porque evitamos a morte. Somos a favor da vida à medida que somos homens e mulheres para os outros, todos os outros; à medida que somos capazes de tocar a mão de outro num gesto de amor; à medida que para nós não existam "outros"». (Brennan Manning; "O Evangelho Maltrapilho"; Textus; pp. 141, 142).

Jesus prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam sobre a igreja e por isso vamos levantar-nos com a completa certeza de vitória e virar esta nação para Deus... pelo amor...

12.2.07

PORQUÊ TANTO "PRESSING" PELO REFERENDO?

Porque razão este governo (e em especial o Sr. Primeiro Minstro José Sócrates) deu tanta prioridade e relevo a este referendo?
Lembram-se que fazia parte da sua promessa eleitoral? E lembram-se que houve mais promessas? Levantamento do sigilo bancário, combate mais eficaz à evasão fiscal, não aumento de impostos...
Como este governo não cumpriu nenhuma das suas promessas eleitorais, quis realizar o referendo, com a vitória do "sim" para poderem dizer que cumprem e para se gabarem que foram eles que conseguiram o aborto legal em Portugal.
Contentam grande parte da população e desviam o olhar das outras promessas que descaradamente se recusaram a cumprir.

Como disse alguém: "Finíssimo, José Sócrates encontrou o tema ideal para compensar (...). Enquanto se discute o aborto (...) esquece-se a agonia do Serviço Nacional de Saúde, a falência da Segurância Social, o empobrecimento da população, o fantasma do desemprego, a crise ambiental, o avanço do mar, os fogos florestais, a degradação da educação, o atraso congénito e, cereja no topo do bolo, a corrupção endémica."

Estamos, pois, diante de uma manobra política. Uma manobra de distracção e de agradar populações. É lamentável que quem pague a factura desta manobra sejam os inocentes... e com a sua própria vida...

QUEM PERDEU FOI PORTUGAL!

Verificados os resultados do referendo, perguntaram ao líder do PSD, se achava que a sua causa tinha sido perdida.
Não sei qual foi a sua resposta, mas a minha deixo-a aqui:

A minha causa não foi perdida. Pessoalmente, a nova lei não interferirá com a minha vida nem com a da minha família.

A minha luta não é a minha causa e o meu comodismo. Luto pela causa dos outros.
Quem perdeu foi Portugal!
Portugal ficou mais desumanizado. As mulheres ficaram mais desprotegidas. Vidas serão chacinadas brutal e higienicamente...
A população envelhecida acentuar-se-á ainda mais; a irresponsabilidade e promiscuidade sexual agravar-se-ão; mulheres serão brutalmente violentadas na sua saúde emocional; a ira de Deus desencadear-se-á sobre crimes tão hediondos...
Ninguém tenha a coragem de dizer que ganhou. Portugal perdeu!

10.2.07

DEUS REINA!

Apesar das loucuras dos homens, Deus reina!
E o seu Reino prevalecerá.
Esta é a confiança e a vitória dos justos.

O QUE VAI MELHORAR A SOCIEDADE NÃO É TIRAR VIDAS… É DAR A VIDA

Alguém disse num fórum sobre o aborto:

«Só tenho pena de uma coisa. De não acompanhar pessoalmente a vida futura de todos aqueles que aqui agora gritam VIDA!!

É tão lindo ter convicções atrás dum pc, eu gostava era de ver o vosso futuro e quantos dos que estão agora aqui a gritar assassinas não o vão fazer ou pagar para a mulher fazer no futuro???
De caras pelo menos 75% destes fervorosos "Nãos" vão cometer o acto que tanto acusam os outros, provavelmente vão é esconde-lo e ainda apontar o dedo a quem for ''apanhado''.
Não convencem ninguem, gente hipocrita!»

A minha resposta:
«Deve ser muito triste viver sem ideais
E chegar ao ponto de pensar que os outros não vivam e morram por eles... é estar mesmo desesperado...
Martin Luther King disse "quem não tem uma razão pela qual morrer, não tem uma razão para viver".
Eu sou daqueles que estão prontos, não só a viver, mas a morrer por aquilo que acreditam.Claro que este é um estilo de vida bem diferente do que o viver por conveniência (defendido pelo "sim").
Mas este é o único que melhora a sociedade, tal como Martin Luther King fez ao ter contribuído para a erradicação do racismo nos EUA (pelo menos da forma tão corrente e descarada que se verificava).
O que vai melhorar a sociedade não é tirar vidas. É dar a vida…»

Jesus é o exemplo supremo disso…

Mais alguém quer dar a sua vida?

Hugo Pinto

O FETO FALA! OUÇAM-NO...

Argumentos registados num fórum e minhas respostas.
Achei importante colocar estas aqui porque são argumentos preconizados por muitas pessoas.

Alguém disse:
«Não admito lições de moral de ninguém.

Não admito que ninguém se meta na minha vida.
Obviamente vou votar SIM»

Minha resposta:
«Ninguém é livre para decidir sobre a vida (e a morte) de outrem.
Afinal não foi isso que quis dizer quando disse "Não admito que ninguém se meta na minha vida"?
Ninguém é livre para decidir, quando a sua decisão afecta a liberdade dos outros. O princípio de liberdade promovido por todas as sociedades democráticas é "a liberdade de alguém termina onde começa a de outrem".
Mas se não está contente com a base e funcionamento de uma sociedade democrática pode sempre escolher uma nação onde prevalece o regime ditatorial. Ainda há muitas...
Será que consegue ouvir o bébé no ventre materno a dizer o mesmo que você disse: "Não admito que ninguém se meta na minha vida"?»

Depois, responderam-me:
«Você está a falsificar, propositadamente, a realidade. É mentira o que diz!

Às dez semanas o feto não fala, não ouve, não tem cérebro , não sente.
Por isso, quando você afirmou: «Será que consegue ouvir o bébé no ventre materno a dizer o mesmo que você disse: "Não admito que ninguém se meta na minha vida"?», está o Hugo Pinto a mentir descaradamente e a afirmar uma coisa IMPOSSÍVEL e MENTIROSA. Está a ser demagógico e a mentir a Portugal!»

Ao que respondi:
«Leia qualquer relatório da ciência fetal e saberá que com 10 semanas o feto já sente. E se sente, fala. O coração já bate e por isso fala. Fala com os sentimentos, fala com o coração, que é coisa que os do "Sim" têm muita dificuldade...


Hugo Pinto

9.2.07

"E se aceitamos que uma mãe possa matar o seu próprio filho, como podemos dizer às outras pessoas para não se matarem uns aos outros?"

8.2.07

A PERGUNTA DO REFERENDO É MENTIROSA - Parte II

Todos os Portugueses, cuidado!!!
A pergunta do referendo é mentirosa.
É uma armadilha ardilosa para levar ao engano.



Vejamos a pergunta: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

1. DESPENALIZAÇÃO

O que está a ser referendado efectivamente não é a despenalização, mas sim a liberalização.
Muito se tem falado dos julgamentos vergonhosos e das prisões. Mas quantos aprisionamentos até hoje? Zero!
Foram feitas desde o último referendo até hoje várias propostas de mudança da lei, para despenalizar. No entanto, o governo sempre rejeitou. Porquê? Têm estado sempre a guardar esse trunfo para conseguirem a liberalização.
Mas são duas coisas bem diferentes. Por exemplo, o consumo de drogas no nosso país foi descriminalizado (ninguém vai preso por consumir; só por traficar), mas não foi liberalizado (o Estado não fornece).
Porque o Sr. 1º ministro vem agora dizer que passando o "Não", a lei mantem-se e não haverá despenalização? Porque faz tudo parte de uma chantagem e de uma hipocrisia sem precedentes. É assim que os do "Sim" provam a aversão aos julgamentos? Provam que a sua vontade não é despenalizar as mulheres, mas "forçar" a sua posição de liberalização do aborto.

2. INTERRUPÇÃO

O que é proposto não é uma interrupção. Outra mentira!
Interrupção é o que acontece, por exemplo, quando um programa de TV faz um intervalo para ser retomado logo a seguir.
Não é isto que se passa com um aborto. Num aborto não há interrupção. Há extermínio. Este é o termo correcto. Então porque não usá-lo? A verdade levaria as pessoas a tomarem a decisão certa. E não é isso o pretendido...

3. REALIZADA POR OPÇÃO DA MULHER

Para além de repreensível (a mulher não pode optar exterminar outra vida, seja ela qual for e esteja onde estiver) e injusta (o pai não é contemplado na lei), esta afirmação (que se passasse o "Sim" seria lei) continua a ser mentirosa.
Está provado com base nas estatísticas dos países onde o aborto já foi liberalizado, que 50% das mulheres que abortam, fazem-no forçadas e pressionadas. Pelo pai, pela família e pelo patrão. Liberalizar o aborto não é dar opção à mulher, nem defender os seus direitos, como se diz à boca cheia. É desprotegê-la e deixá-la à mercê e ditadura das pressões e opiniões dos que a rodeiam.

4. ESTABELECIMENTO DE SAÚDE LEGALMENTE AUTORIZADO

Mais uma mentira. Um estabelecimento de saúde promove a saúde, tratando da doença. No caso em questão, não estamos diante de nehuma doença, mas de uma vida. Não se promove, assim, a saúde, mas a morte!
Qualquer estabelecimento autorizado para abortos, pelo menos nestes casos, não é de saúde. Está em pé de igualdade com os campos de concentração e exterminação dos nazis. Só que naquele caso matavam os que consideravam seus inimigos e não os seus filhos e concidadãos...

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".

Hugo Pinto

5.2.07

O MAIOR ARGUMENTO CONTRA O ABORTO: JESUS CRISTO!

«Ele nasceu para morrer; de forma a que ninguém tenha que morrer, mas possa nascer… e viver a vida eterna e abundante que Ele nos dá.»


1. A CONCEPÇÃO DE JESUS CRISTO
Quando Deus veio à terra, escolheu a via do ventre materno, passando por todas as fases de desenvolvimento da vida intra-uterina até ao nascimento.
É sem dúvida uma das maiores dignificações da vida fetal.

2. O PERÍODO DE GRAVIDEZ

Foi um período muito complicado, com grandes dificuldades.
A gravidez não foi inesperada.
O noivo não era o responsável. Houve o risco sério de ele não entender, nem aceitar e assim deixar a sua noiva.
Na sua cultura e nação, a punição para uma gravidez fora do casamento era o apedrejamento até à morte.
As condições económicas eram escassas.
Durante esse tempo foi lançado um decreto pela parte do Imperador Romano, ordenando o recenseamento. Isto implicava uma viagem difícil e dispendiosa de Nazaré para Belém (cidade natal dos pais, onde deveria ser feito o recenseamento).
Não foi nada fácil. Nos nossos dias era caso para aborto.
Mas Deus não desistiu. E José e Maria também não...

3. O NASCIMENTO DE JESUS CRISTO
O seu nascimento dá-se em meio a condições muito desfavoráveis.
Não houve lugar para Ele em nenhuma estalagem.
O único lugar possível foi um estábulo onde ficavam os animais.
No entanto, apesar da falta de condições, Deus nunca desistiu do processo. Ele nasceu! E deu ao mundo uma das maiores lições de coragem, de humildade, de identificação com o sofrimento… de AMOR!
Identificou-se plenamente com as dificuldades e adversidades humanas para mostrar que com coragem e amor é possível superá-las e vencê-las.

4. A VIDA DE JESUS
A Sua vida foi uma constante exaltação da vida. Ele nunca desistia dos necessitados e impossibilitados. Ele trazia provisão e restauração. Curava os cegos, os paralíticos, os leprosos…; dava esperança aos desesperançados; restaurava os que tinham o coração quebrado.
A vida, por mais complicada que estivesse, nunca encontrava da parte de Jesus, desistência ou interrupção. Sempre encontrava atenção, amor e ajuda.

5. O ENSINO DE JESUS
Ele ensinava as pessoas a não ficarem ansiosas com os seus problemas e dificuldades. Mostrava-lhes o caminho para a confiança e provisão de Deus. Se Deus cuida da natureza, muito mais cuidará da humanidade. Somente, os homens deverão buscar em 1º lugar o Reino de Deus e a sua justiça: o governo de Deus (não a sua própria vontade egoísta). A rectidão e valores adjacentes ao Reino. Então Deus irá providenciar todas as coisas.
Jesus ensinou também o homem a viver uma vida de sacrifício e abnegação, o que contraria e egoísmo e a auto-exaltação. Ou seja sacrificar a nossa vida e não as dos outros (a atitude oposta àquela que leva à prática do aborto).

6. A MORTE DE JESUS
A morte de Jesus consiste no clímax da sua missão.
A sua morte não foi uma fatalidade. Foi a sua opção, pois era a sua missão. Não foi uma morte normal. Foi expiatória, ou seja, salvadora e redentora.
A sua morte, foi assim substitutiva, ou seja, em substituição de todos os homens. Por outras palavras, uma vez que Jesus morreu, ninguém mais precisa morrer, nem deve ser forçado a tal. A sua morte traz-nos vida.
Ninguém tem o direito de matar outrem para melhorar a sua vida, pois Jesus já morreu para que isso pudesse acontecer…
Em suma, Ele nasceu para morrer; de forma a que ninguém tenha que morrer, mas possa nascer… e viver a vida eterna e abundante que Ele nos dá.

7. A RESSURREIÇÃO DE JESUS
A sua ressurreição é a maior celebração da vida. É a validação da morte de Jesus como fonte de vida. É a vitória sobre a morte e seu poder de separar o homem de Deus, colocando-o no sofrimento eterno. Também do tormento de separar os homens, uns dos outros. O medo da morte é vencido, bem como qualquer prática homicida e destruidora.

Concluindo, Jesus morreu para dar-nos vida. Ressuscitou para que essa vida seja abundante e eterna. Ele venceu o estigma da morte e veio trazer a celebração da vida.

Ninguém mais precisa viver na morte (a morte da esperança, da alegria, dos sonhos e da paz). Nem pode espalhar morte.
Alguém já morreu por todos… para que todos tenham vida…

Hugo Pinto

PASSEATA PELA VIDA promovida pela Aliança Evangélica Portuguesa. FOI UM ÊXITO!


Com o apoio da Aliança Evangélica Portuguesa a "Passeata pela Vida" reuniu na cidade de Lisboa cerca de cinco mil participantes numa iniciativa espontânea de cidadãos cristãos evangélicos.
O desfile teve o seu início no Marquês de Pombal, desceu toda a Avenida de Liberdade, passando pela Praça dos Restauradores e do Rossio, continuou pela Rua do Ouro e terminou no Terreiro do Paço.


Na concentração houve um tempo especial de oração pelas mulheres, famílias e pela Nação; e a leitura da Declaração da Assembleia-Geral da Aliança Evangélica Portuguesa votada por unanimidade em favor da vida e contra o aborto, bem como de um texto geral das implicações da posição em favor da vida.

Ao mesmo tempo foram realizadas duas outras iniciativas semelhantes na cidade do Porto e de Faro.

DECLARAÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL DA ALIANÇA EVANGÉLICA PORTUGUESA RELATIVAMENTE AO REFERENDO SOBRE A INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ

A Aliança Evangélica Portuguesa reunida na sua Assembleia-geral ordinária de 18 de Dezembro de 2006 decidiu, por unanimidade, relativamente ao referendo da interrupção voluntária da gravidez a realizar a 11 de Fevereiro de 2007, o apoio claro e inequívoco à opção pela vida contra o aborto.
Considera a Aliança Evangélica Portuguesa que o que se propõe à população portuguesa é efectivamente a liberalização da prática do aborto até às dez semanas e não a sua despenalização.
Mais entende a Aliança Evangélica que a lei existente nesta matéria é suficiente e satisfatória.
A Assembleia-geral reunida defende que compete ao Estado o desenvolvimento de políticas sociais efectivas de apoio às famílias, de modo a que o argumento económico não tenha real cabimento.
As igrejas evangélicas continuarão a desenvolver os projectos de apoio social que sempre têm sido seu apanágio, implementando uma formação preventiva e prestando todo o apoio espiritual e emocional a todas as pessoas e famílias que o solicitem, de modo a que se não chegue à situação de confronto com a opção do aborto, não se decida a favor dele face às múltiplas consequências que acarreta, bem como proporcionar ajuda a todas as mulheres que desprovidas do necessário acompanhamento acabaram por recorrer a ele.

DECLARAÇÃO PROFERIDA NA PRAÇA DO COMÉRCIO

Consideramos que o que está em causa no referendo do dia 11 de Fevereiro próximo não é a despenalização do aborto, mas a sua liberalização até às dez semanas qualquer que seja a razão. Sendo crime ou não na lei dos homens o aborto será sempre nestes termos pecado perante Deus.


Defendemos a legitimidade absoluta de definirmos e defendermos as nossas escolhas e o nosso voto em função dos valores e princípios cristãos.
Defendemos a vida desde o embrião como vida humana diferenciada que não se pode comparar à vida humana existente num espermatozóide ou num óvulo. A vida é sagrada. Atentar contra este princípio basilar é remover uma pedra fundamental da estrutura social e do indivíduo tanto moral quanto espiritual.
Consideramos que o maior de todos os argumentos reside na Palavra de Deus escrita em harmonia com a revelação natural e a revelação encarnada. O que Deus diz é definitivo e infalível, universal e imutável. O que Deus determinou na criação e está a restaurar com a redenção, é o melhor para a pessoa humana, para as famílias, para a sociedade e para as nações.
Denunciamos o relativismo moral e as suas mentiras disseminadas pelos meios de comunicação social através de filmes e telenovelas, como um dos factores de destruição de valores e princípios essenciais à saúde integral do indivíduo, da família, da sociedade e da nação.

Denunciamos os modelos naturalistas e materialistas dos currículos escolares que desde a infância corrompem a mente incutindo a ideia de que o homem nada mais é do que um produto do acaso e do acidente e, desta forma, roubando o sentido e o propósito da vida.
Não temos dúvida alguma que estas tendências são factores decisivos na crise civilizacional que enfrentamos, no estertor dos modelos humanistas e no colapso da dignidade humana.

O nosso voto e a nossa presença nesta “Passeata pela Vida” não é contra as mulheres que já abortaram ou que se encontram sob a tensão de circunstâncias dolorosas para o fazerem ou não.
Defendemos que compete ao Estado investir o dinheiro dos contribuintes salvaguardando a vida e apoiando as famílias.

O papel da Igreja e dos cristãos individualmente não se resume única e exclusivamente em defender a vida nas urnas, mas promovê-la todos os dias e em todo o lugar apresentando soluções e dando ajuda concretas às famílias em geral e às mães em particular.

Defendemos uma verdadeira educação sexual que promova a abstinência até ao casamento como a única forma de promover a responsabilidade, a dignidade própria, enaltecer o afecto, desenvolver um amor genuíno, proteger a saúde, apreciar o prazer sem tornar-se escravo dele.

Declaramos com singeleza e simplicidade, com humildade e franqueza, a graça salvadora de Deus que acolhe a todos os homens para a vida com abundância que Jesus Cristo veio proporcionar. Como Jesus disse “o ladrão veio para matar, roubar e destruir, mas eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10.10). O aborto é uma das estratégias contemporâneas desse ladrão.

É essa graça de Deus que nos impele a amar a vida, a defender a vida desde o momento da concepção, a amar as mulheres que abortaram, ajudá-las a libertarem-se dos traumas causados pelo aborto, apoiar no que estiver ao nosso alcance para que nunca se recorra ao aborto.

Arq. Samuel Pinheiro

4.2.07

PARADOXOS - Parte II

QUEREMOS VIVER NUMA SOCIEDADE QUE:

Desprotege o início da vida humana
mas protege os ninhos das cegonhas?

Por um lado dá às mães o direito de eliminar a vida do bébé, só porque têm menos de 10 semanas
mas por outro lado, multa quem transporta crianças sem cadeirinhas!

Nega ao pai o direito a defender a vida dos seus filhos
mas obriga-o a assumir a paternidade?

Dá permissão de matar
a quem tem a missão de salvar?

Fecha maternidades por razões económicas
mas abre clínicas de aborto?

NESTE REFERENDO ESCOLHE-SE A SOCIEDADE QUE QUEREMOS TER!

Fonte: Federação Portuguesa pela Vida

10 RAZÕES POR QUE SOMOS CONTRA O ABORTO


1. O ABORTO É CONTRA A VIDA
A Declaração Universal dos Direitos do Homem afirma que “todo o indivíduo tem direito à vida” (artigo 3.º). Também a Constituição da República Portuguesa declara que “a vida humana é inviolável” (artigo 24.º).
De acordo com a ciência, a vida humana tem início com a fecundação, resultante da união de um espermatozóide masculino com um óvulo feminino. Cada uma das células sexuais transporta metade da informação genética do progenitor, de modo que a célula resultante da fertilização, denominada ovo ou zigoto, recebe toda a informação genética necessária para orientar o desenvolvimento do novo ser humano.
O aborto provocado, independentemente do momento em que é realizado, acarreta sempre a destruição de uma vida humana, a quem é negada a continuação do seu desenvolvimento, impedindo-se o seu nascimento e a expressão do seu potencial como criança e adulto.
Assim, qualquer referendo ou decreto-lei que legitime a morte de um ser humano indefeso, designadamente a despenalização do aborto, sem qualquer indicação médica que o justifique, é um atentado claro contra a vida humana, e viola a própria constituição portuguesa e os direitos fundamentais do ser humano, expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.


2. O ABORTO É CONTRA A MULHER
Sejam quais forem os motivos que a originam, alguns permitidos por lei, qualquer interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, mental e emocional da mulher. Sabe-se actualmente que qualquer mulher que aborta voluntariamente, mesmo nas melhores condições de assistência médica, tem um risco acrescido de lesões do aparelho genital, infertilidade, abortamentos espontâneos posteriores, prematuridade em gravidezes ulteriores, entre outros. Mais difíceis de quantificar, mas não menos importantes, são as consequências ao nível da saúde mental, nomeadamente depressão, sentimentos de culpa, sentimentos de perda, abuso de substâncias tóxicas e mesmo suicídio. O Colégio da Especialidade de Psiquiatria do Reino Unido (Royal College of Psychiatrists) chamou a atenção, já em 1992, para uma das consequências da liberalização do aborto nesse país: “Ainda que a maioria dos abortos seja realizada com base no risco para a saúde mental da mulher, não há justificação de natureza psiquiátrica para o aborto. [Pelo contrário], coloca as mulheres em risco de sofrerem perturbações psiquiátricas, sem resolver qualquer problema dessa natureza já existente”.
Por outro lado, a despenalização total do aborto, ainda que nas dez primeiras semanas de gravidez, em vez de valorizar a vontade da mãe da criança pode expô-la a pressões por parte de familiares, do pai da criança, da entidade patronal ou mesmo de profissionais de saúde (p.e. por um alegado risco de malformações no feto, que muitas vezes não se verifica), no sentido de interromper a gravidez, mesmo contra a sua vontade. Quanto mais permissiva for a lei, maior é a probabilidade destas situações ocorrerem.


3. O ABORTO É CONTRA O HOMEM
O aborto não pode reduzir-se a um acto que apenas envolve a mulher que o pratica. Há pelo menos mais dois elementos fundamentais em todo o processo: o pai da criança e obviamente o nascituro.
Ao valorizar-se a vontade da mulher de prosseguir ou não com a gravidez, remete-se para segundo plano ou ignora-se por completo a vontade do homem, co-responsável pela concepção e paternidade. Desse modo, desvaloriza-se a sua participação no processo procriativo. Ainda que muitas vezes o elemento masculino do casal não assuma a sua responsabilidade na família, através da despenalização e promoção do aborto livre, descartam-se completamente os deveres do pai da criança.
Sabe-se também, actualmente, que os homens podem sofrer de depressão pós-aborto, especialmente quando tal acto é realizado sem o seu conhecimento e autorização.


4. O ABORTO É CONTRA A CRIANÇA
Já no célebre Juramento Hipocrático (IV a. C.), ao qual os médicos têm procurado obedecer ao longo dos séculos, é expressamente referido: “não fornecerei às mulheres meios de impedir a concepção ou o desenvolvimento da criança”. Condenamos assim, veementemente, a tese de que “as mulheres têm direito ao seu corpo”, na medida em que esse suposto direito colide com princípios que consideramos absolutos, como o direito à vida do nascituro, que apresenta identidade genética própria, distinta dos progenitores.
Nos países que despenalizaram o aborto, os seres humanos correm maior risco de terem uma morte violenta nos primeiros nove meses da sua existência do que em qualquer outro período da sua vida. O útero materno, que deveria ser o lugar supremo de protecção da vida humana tornou-se assim tragicamente, nas últimas décadas, num dos locais mais perigosos. Além disso, sabe-se que muitas crianças, quando descobrem que a sua mãe fez um aborto, numa outra gravidez, desenvolvem perturbações mentais que podem requerer apoio psicológico ou psiquiátrico.


5. O ABORTO É CONTRA A FAMÍLIA
Os filhos são uma parte integrante e significativa de cada família, considerada um dos pilares fundamentais das sociedades civilizadas. A ênfase dada à autonomia da mulher sobre a sua gravidez prejudica o relacionamento conjugal e familiar. Aliás, sabe-se que mais de 80% dos abortos provocados resultam de relações sexuais extra-conjugais.
Sabe-se também que uma percentagem significativa de gravidezes não planeadas e mesmo não desejadas, se não forem interrompidas, levam invariavelmente ao nascimento de crianças que acabam por ser extremamente apreciadas e amadas pelos seus pais.
Por outro lado, ao impedir-se o nascimento de crianças através do aborto está-se a contribuir para o grave problema demográfico resultante da diminuição acentuada da taxa de natalidade, em muitos países ocidentais. O mesmo se verifica actualmente em Portugal, o que acarretará consequências nefastas a nível económico e social.

6. O ABORTO É CONTRA A CONSCIÊNCIA
É um facto incontestável que ao longo da história da humanidade, por influência do cristianismo, o aborto era considerado um crime, passível de punição. Contudo, nas últimas décadas, tem-se assistido a uma tendência no sentido da desvalorização da vida humana.
A nível individual, é indiscutível a sensação de culpa que a realização de um aborto acarreta, tanto à mulher que a ele recorre como à pessoa que o pratica. Tal facto deve-se à consciência que cada ser humano possui, e que o ajuda na tomada de decisões morais. Como afirma um provérbio francês, “não há travesseiro mais macio do que uma consciência limpa”.


7. O ABORTO É CONTRA A DIGNIDADE HUMANA
A tradição moral judaico-cristã sempre se preocupou com a defesa dos mais fracos e vulneráveis, como é o caso das crianças, dos órfãos, dos idosos e das viúvas. O aborto nunca é uma solução dignificante, nem para quem o pratica, nem para a mulher que a ele se submete, e muito menos para a criança inocente.
Concordamos com o relatório-parecer sobre a experimentação no embrião, do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (1996) que afirma que “a vida humana merece respeito, qualquer que seja o seu estádio ou fase, devido à sua dignidade essencial”.
É também um facto indiscutível que o número de abortos aumentou, por vezes exponencialmente, em todos os países que despenalizaram a sua prática.


8. O ABORTO É CONTRA O DIREITO À DIFERENÇA
Em muitos países ocidentais, a liberalização do abortamento provocado tem impedido o nascimento de crianças com anomalias cromossómicas, das quais a trissomia 21 (síndrome de Down) é a mais frequente, bem como com malformações congénitas perfeitamente compatíveis com a vida, e muitas delas com correcção cirúrgica pós-natal, como é o caso do lábio leporino ou do pé boto. Situações mais graves e complexas, como certas malformações cardíacas, podem também ser tratadas cirurgicamente, por vezes mesmo antes do nascimento.
O abortamento destas crianças contribui para uma desvalorização e discriminação de pessoas com deficiências sensorias, motoras e/ou cognitivas, que vivem vidas adaptadas e felizes, apesar das limitações.


9. O ABORTO É CONTRA A ÉTICA
O aborto, o infanticídio, o suicídio e mesmo a eutanásia eram relativamente comuns e socialmente aceites no mundo antigo greco-romano. O abortamento provocado ocasionava, geralmente, a morte da mãe. No século IV a.C. Hipócrates de Cós, com o seu Juramento, impõe uma ruptura com a cultura da morte que prevalecia nessa época. Mais tarde, após a humanização do Direito, por influência do Cristianismo, o aborto passou a ser considerado um crime no mundo ocidental. Deste modo, a norma ética, ao longo dos séculos, tem sido a defesa da vida humana desde a concepção. O aborto induzido é, assim, contra a ética, pois colide com o princípio fundamental da inviolabilidade da vida humana.
Nos raríssimos casos-limite em que a continuação da gravidez põe em risco a vida da mãe, o aborto poderá ser a única forma de salvar a sua vida, o que a actual lei já prevê.


10. O ABORTO É CONTRA DEUS
Para além de todas as razões atrás mencionadas, consideramos que o aborto é uma clara violação da vontade de Deus, revelada nas Escrituras Sagradas. O quinto mandamento declara precisamente: “não matarás” (Êxodo 20:13).
Encontramos na Bíblia a revelação inequívoca de que Deus valoriza a vida humana desde a concepção e que está envolvido no processo procriativo, como p.e. no texto seguinte, da autoria do rei David (Salmo 139: 13-16):
"Foste tu que formaste todo o meu ser; formaste-me no ventre de minha mãe (...) Conheces intimamente o meu ser. Quando os meus ossos estavam a ser formados, sem que ninguém o pudesse ver; quando eu me desenvolvia em segredo, nada disso te escapava. Tu viste-me antes de eu estar formado. Tudo isso estava escrito no teu livro; tinhas assinalado todos os dias da minha vida, antes de qualquer deles existir”.


Dr. Jorge Cruz, Médico

2.2.07

PARADOXOS

Tantas pessoas ficam terrivelmente indignadas sempre que um gato mata um pardal, mas conseguem ouvir acerca da liberalização do aborto sem experimentar qualquer choque ou reacção (já nem falo dos que o defendem...)

Lamentamos tanto o número de baixas na 2ª Guerra Mundial, cerca de 60 milhões em 6 anos de guerra. Mas este é precisamente o número de abortos realizados por ano em todo o mundo...

Lamentamos a forma como Hitler e o governo Alemão exterminaram 6 milhões de judeus. Não temos dúvidas em declarar esse acto de crime contra a humanidade. No entanto, eles acreditavam que os judeus não tinham direito de viver; que só prejudicavam a vida. Afinal, aquilo que as mães dizem sobre os filhos que abortam...

Lamentamos e repudiamos o terrorismo. No entanto, quem o pratica fá-lo contra os seus inimigos. Já o aborto é exercido sobre aquele que é filho.


É inacreditável como tantas pessoas lutam pelo não à pena de morte e depois, com a mesma dedicação, lutam pelo sim ao aborto. Bom senso e doideira não são de certeza a mesma coisa...

Dizem que ninguém comete abortos leviana ou irresponsavelmente. No entanto, os mesmos afirmam que é uma forma de solucionar gravidez inesperada por irresponsabilidade e mães que deitam fora ou maltratam os seus filhos...

Dizem que a mulher tem direito sobre o seu corpo, para fazer o que quer com ele. No entanto, se andar nua na rua, é detida e presa por atentado ao pudor. No que ficamos?

A sociedade, na sua generalidade, ensina que cada um deve fazer o que sente e o que bem entende. Depois lamenta tanta gravivez indesejada fruto de irresponsabiliade e falta de precaução. Muitos teimam em não entender que viver dominado pelas emoções impossibilita o bom uso da razão e da responsabilidade...


Hugo Pinto

ESTATÍSTICAS


NO MUNDO:
Por ano = cerca de 50 milhões
Por mês = 4.166.666
Por dia = 138.888
Por hora = 5.787
Por minuto = 96
Por segundo: 1,6 (cerca de 3 abortos, em cada 2 segundos)


1% dos abortos são realizados por causa de violação e incesto.
1% devido a anomalias do feto.
3% com origem em problemas de saúde da mãe.

Acredita-se que são praticados em Portugal cerca de 20.000 abortos por ano.

De acordo com o registo do National Center for Health Statistics (Centro Nacional de Estatísticas de Saúde), a legalização do aborto não foi responsável pela redução de abortos clandestinos.

Desde que o Aborto foi legalizado, o número em percentagem teve o seu aumento nos seguintes valores :
Suécia ----------- 1134%
Reino Unido ----- 733%
Espanha --------- 375.9%
Grécia ---------- 200.8%
[Fonte: EUROSTAT]

EM 2002 NOS EUA:
1.082 crianças morreram de assaltos violentos.
2.347 crianças morreram de acidente de viação.
32.867 crianças morreram de doença.
1.310.000 (1,3 milhões) crianças morreram de aborto legal.
Actualmente o número anual de abortos nos EUA é de 1,6 milhões.

TERRORISMO?!

Perguntaram a alguém, hoje na TSF, se comparava o aborto ao terrorismo. Gostaria tanto de poder ter respondido. Mas não pude. Por isso vou responder aqui:
Não! Não há comparação possível. O terrorismo é praticado contra inimigos; o aborto é praticado sobre um filho. O terrorismo é exercido sobre pessoas que podem defender-se; no aborto isto não se aplica. Não é possível uma boa comparação, dada tão grande diferença...

Hugo Pinto

PARA PENSAR


++ Os que defendem o aborto são um produto de quem não o defendeu
++ O aborto é pôr termo a uma vida humana. Isto tem o nome, segundo os diccionários, de homicídio
++ O aborto é a manifestação da desvalorização da vida humana. Defendê-lo é abrir a porta para uma sociedade desumanizada, ou seja, selvagem e animalesca
++
O aborto é uma declaração de egoísmo compulsivo. Defendê-lo é um atentado ao amor e altruísmo e destruir as bases de uma sociedade (que é promover a sociabilidade e amor entre os homens)
++
O aborto é promover uma cultura de morte. A sociedade e nação que o promover prepare-se para o caos…
++
O aborto é uma afronta contra o Criador, que concede o dom da vida
++ As palavras-chave usadas para defender o aborto são: "meu", "eu", "quero"; as palavras-chave para defender a vida são: "outro"; "vida"; "amor"


Por Hugo Pinto

CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS!!!


ARGUMENTO: O feto no ventre materno ainda não é vida humana; é apenas uma massa.
FACTO: Toda a comunidade científica é unânime em declarar o contrário. Informação: O tempo de obscurantismo já passou.

ARGUMENTO: O que está em causa no referendo em Portugal, tal como diz a pergunta, é a despenalização da mulher que aborta.
FACTO: Se o "sim" ganhasse, passaria a lei do PS, que é centralizada não na despenalização, mas na liberalização do aborto. Todo o objectico e motivação é a liberalização. Mas porque será que tentam esconder isso?

ARGUMENTO: Há que defender o direito da mulher.
FACTO: Um direito, numa sociedade democrática, termina onde começa o do outro. Caso contrário, deixa de ser um direito para ser usurpação ou tirania (qualquer pessoa que rouba ou mata, fá-lo porque acha que tem o direito de o fazer). A mulher tem direitos sobre si. Tem também sobre o filho: de cuidar, alimentar, educar, etc.; mas nunca de o matar.

ARGUMENTO: A mulher pode fazer o que quiser com a sua barriga.
FACTO: Ninguém faz tudo o que quer com o seu corpo. Por exemplo, não é permitido nudismo nem relações sexuais em lugares públicos. Quando um homem coloca bombas à volta do seu corpo e vai para um lugar público, chamam-lhe terrorista e se conseguirem detê-lo, mesmo que não tenha morto ninguém, é preso e julgado de imediato. De qualquer maneira, o feto não é barriga da mulher. Está lá alojado, mas é outro ser.

ARGUMENTO: É uma vergonha as mulheres serem penalizadas. Há que mudar a lei.
FACTO: A questão da despenalização pode ser tratada sem a liberalização. No entanto, a actual lei não tem como objectico penalizar, mas dissuadir a prática do aborto. Nº de pessoas penalizadas em Portugal por abortar: 0 (zero!). Com a liberalização é que vai haver aprisionamento para todas as mulheres que o praticarem depois das 10 semanas.

ARGUMENTO: A liberalização vem acabar com aborto clandestino, sem condições. Acabam assim também os danos para a mulher.
FACTO: De acordo com o registo do National Center for Health Statistics, a legalização do aborto não trouxe redução de abortos clandestinos. A mãe continua a ter danos. Mesmo em estabelecimentos legalmente autorizados, o risco de lesão física para a mãe é muito grande. As lesões emocionais e psicológicas são gritantes e duram por toda a vida...

ARGUMENTO: Com a liberalização soluciona-se o problema de mães sem condições, crianças maltratadas e com fome, etc.
FACTO: Nunca se resolveu um problema com outro ainda maior. Com a liberalização do aborto, o problema da falta de condições agrava-se porque o Estado, assumindo ajuda nos abortos, demite-se de outro tipo de ajudas sociais.

ARGUMENTO: A mulher fica com direito de opção.
FACTO: Nos países onde o aborto é legal, está provado que 50% das mulheres que abortam, fazem-no obrigadas. Sem o resguardo da lei, muitas mulheres serão obrigadas pelo pai, família e patrões.


ARGUMENTO: Ninguém aborta de ânimo leve, leviana e irresponsavelmente.

FACTO: A esmagadora maioria de mulheres que têm gravidez indesejada, obtiveram a gravidez por completa irresponsabilidade. Agora para abortar já têm responsabilidade? Se há mães que matam filhos depois de nascerem, de formas tão bárbaras e insensíveis, como não usarão (essas mulheres e tantas outras) de irresponsabilidade e leviandade para com bébés que ainda não nasceram? Informação: Quem põe a cabeça na areia é a avestruz...

ARGUMENTO: A lei de Portugal referente ao aborto é retrógada e precisa acompanhar a modernidade dos outros países da UE.
FACTO: Países onde o aborto é legal, estão agora a ponderar a mudança da lei, pois reconhecem a destruição e devastação que tem causado na sociedade e vida das pessoas. França é o exemplo mais flagrante.


Hugo Pinto

VIDEO "OLHOS NOS OLHOS"

Já leste bem a pergunta que vai a referendo?



CRIMES PUNÍVEIS ATÉ 3 ANOS DE PRISÃO EM PORTUGAL

Protegeremos mais a fauna e a flora do que a raça humana?!



2 VIDEOS COM TESTEMUNHOS REAIS DE MULHERES QUE ABORTARAM

A verdade que não é revelada.
Ainda dizem que, em clínicas devidamente preparadas, é seguro...




SUPERANDO A ADVERSIDADE!

Se acha que a solução, para uma mulher com dificuldades, é o aborto, precisa ver este vídeo.
Se é possível superar esta, pode-se superar qualquer outra (como a económica).
Não se resolve problemas com problemas ainda maiores. O amor vence todos os obstáculos.


30.1.07

UMA DEFESA DO NÃO AO ABORTO EM SLIDE SHOW... A NÃO PERDER!!!

14 verdades sobre o aborto.
Clique em www.resposta.de/14razoes.pps

TESTE DE GRAVIDEZ

O que recomendarias ou pensas que se deve fazer perante os seguintes casos de gravidez?
Clique em www.resposta.de/Testedegravidez.pps

29.1.07

A PERGUNTA DO REFERENDO É MENTIROSA, diz Marcelo Rebelo de Sousa

«ASSIM NÃO!...

Porque a pergunta que é formulada é uma pergunta mentirosa.

Pergunta-se: "É a favor ou contra a despenalização?" Ou seja, não haver pena para a mulher que aborta até às 10 semanas. Quando aquilo que se pergunta é "É a favor ou contra a lei do PS?". Porque se a resposta for "sim", a lei do PS passa.

E o que a lei do PS diz não é nada a despenalização. (...) o que diz é outra coisa: é a liberalização.

(...) O que [a lei] diz é o seguinte: a mulher é livre de escolher (...) e pode abortar.

Pode abortar porquê?

Por razões de saúde? Já está na lei!

Por razões de saúde do feto? Já está na lei!

Por razões psicológicas? Já está na lei!

Por razões de violação? Já está na lei!

Não! Pode abortar... porque sim!

Tem que ouvir aguém? Não está aconselhamento na lei. Nem psicólogo, nem médico, nem sociólogo... nem ninguém.

E portanto, temos de um lado, num prato da balança, vida... que felizmente já toda a gente entende que às 10 semanas há vida; e do outro lado, no outro prato da balança, temos uma livre escolha da mulher por nenhuma causa justificativa. Um incómodo momentâneo, uma mudança de residência, uma depressão ligeira, um estado de alma inconstante...

Ninguém a convida sequer a reflectir. Basta isso para decidir do destino daquela vida humana.

Ora... ASSIM NÃO!!!»

(Extraído de Marcelo Rebelo de Sousa, no video acima)

«Há aqui uma pequena habilidade. Que é: por detrás da pergunta da despenalzação, fazer entrar a liberalização. Entra pela janela...

E as pessoas são chamadas a dizer: "Vamos acabar com a pena de prisão" (...). Mas porque é que não acabaram quando podiam ter acabado? (...). Para poderem encher a boca com a ideia "vamos despenalizar"; e no fundo liberalizam.

Isto é gato por lebre. Isto é dizer "votem na despenalização. E já agora... nós damos uma coisa um bocadinho diferente (...)"».

(Extraído de Marcelo Rebelo de Sousa, noutro video)

FALAR VERDADE (Cuidado! Estamos a ser enganados...)


Vejamos os argumentos do Sim:

1º O problema do aborto clandestino em Portugal é dramático
Ninguém o nega, mas esse drama é usado demagogicamente por aqueles que querem liberalizá-losem esclarecer muitos aspectos:
Esses abortos clandestinos são feitos em situações que a despenalização até às dez semanas iria evitar?
Quantos abortos clandestinos são realizados depois das dez semanas?
Quantos abortos clandestinos poderiam, na verdade, ter sido praticados no actual quadro legal?
As mulheres recorrem ao aborto clandestino porque ele é proibido ou porque têm medo de perder o anonimatose forem ao hospital?
Será que as campanhas pró-liberalização não têm contribuido para criar um clima de medoque leva as mulheres a evitar o hospital em situações em que o aborto seria autorizado?

2º A nossa lei é a mais restritiva da Europa
É mentira. É uma mentira descarada e desonesta. Quem argumenta isso, aproveita-se do facto de a maioria das pessoas não procurar informar-se sobre o assunto.
A lei portuguesa é tão restritiva como a espanhola. É absolutamente igual. Porque é que em Espanha se fazem abortos a pedido? Por duas razões:
A primeira é que em Espanha se criaram clínicas especializadas em abortos que têm equipas médicas multi-disciplinares destinadas, apenas a assegurar que todos os casos previstos na lei se "encaixam" nos casos pedidos:
à falta de melhor, a razão de carácter psicológico serve para tudo e é fácil de encobrir porque, eliminada a causa - a gravidez - é impossível averiguar a sua veracidade. Essas clínicas não rejeitam nenhum pedido (ou rejeitam o mínimo possível) porque vivem,precisamente, de fazer abortos.

Mas há outra razão: as portuguesas que recorrem a essas clínicas são, para todos os efeitos, estrangeiras. Um aborto realizado - ainda que fora do quadro legal espanhol- a uma estrangeira é virtualmente impossível de controlar.
A estrangeira chega, no mesmo dia é observada, é passada a respectiva prescrição, é realizado o aborto,a estrangeira vai-se embora. Depois de passar a fronteira quem é que a vai procurar?...
Fácil, não é? Ninguém se lembrou de fazer o mesmo do lado de cá para as espanholas abortarem fora do quadro legal deles...

3º O que se pretende é despenalizar e não liberalizar
Outra mentira desonesta. Querem enganar quem? «Não é de graça, é mas é de borla?»
... Se a pergunta diz, claramente «a pedido da mulher» isso significa que a mulher chega ao hospital ou à clínica,pede para fazer um aborto, fazem-lhe a ecografia para determinar o tempo de gestação e aborta. Mais nada.
É aborto a pedido. Livre. Sem mais perguntas. Em estados de direito, tudo o que não é proibido é permitido.
Portanto, se até às dez semanas o aborto não for proibido, passa a ser permitido. Isso é liberalizar.
Tudo o resto são jogos de palavras.

4º Uma mudança na lei acabará - ou reduzirá drasticamente - os abortos clandestinos
Não é possível saber. Era necessário saber qual o tempo de gestação médio dos abortos clandestinospara poder afirmar isso com segurança.
Para além das dez semanas continuará a haver abortos clandestinosa menos que, mais dia, menos dia, queiram alargar o prazo para dez, doze, dezasseis...até que nenhum aborto seja clandestino, mesmo aos oito meses.
Convençamo-nos: vai continuar a haver mulheres a recorrer ao aborto, faça-se o que se fizer.

5º Nenhuma mulher realiza um aborto de ânimo leve
Isso não é, sequer, argumento. Há mulheres que espancam e matam os filhos e atiram bébés a lixeiras.

Quanto ao argumento do direito ao corpo, por exemplo, nem vou perder tempo com ele.Esta carta não se destina a quem acha que isso é argumento.

Resumindo e concluíndo, esta carta é um apelo às pessoas que pensam, que se preocupamcom o seu semelhante mas que não se deixam levar por lamechices.
Porque, convenhamos, há argumentos lamechas dos dois lados: desde as pobres "mártires"que abortam no vão de escada ao famoso e infeliz «Zézinho», tudo isso é areia para os olhose só serve para desviar o assunto do essencial:
liberalizar o aborto significa banalizá-lo e torná-lo um substituto da contracepção,uma forma de controlo de natalidade.

Se o "Sim" ganhar, o aborto clandestino não vai acabar, a penalização do aborto,a partir das dez semanas, vai continuar e continuará a haver julgamentos de mulheres.
Por outro lado, a sociedade vai descansar sobre o assunto, as consciências vão ficar mais tranquilase questões como a sexualidade responsável, a contracepção e a educação sexual vão passar para último planoda agenda política. Ao mesmo tempo, todo um conjunto de problemas se vão acumular aos que já existem:aspectos logísticos relacionados com os serviços públicos de saúde, listas de espera, etc.

Se o "Não" ganhar, ainda é possível fazer alguma coisa para diminuir o aborto clandestino.
Campanhas de informação que expliquem às mulheres que não tenham medo de recorrer ao hospitalou ao seu médico de família e colocar o seu problema: há muitas situações em que o aborto pode ser realizadolegalmente, designadamente aquelas relacionadas com aspectos psicológicos, que a actual Lei prevê.
As mulheres que recorrem ao aborto por desespero (e há situações terríveis que nem gosto de imaginar)terão a ajuda do médico e, se for justificável, o aborto será realizado dentro da lei.
As mulheres que recorrem ao aborto levianamente (também as há) continuarão a ser impedidas legalmente de o fazer.
Qual é o problema?

Pense bem antes de pôr o "Sim" no dia do referendo. O "Sim" é irreversível.
Ninguém vai pedir outro referendo, daqui a oito anos, se ganhar o "Sim". O "Sim" acaba com a discussão.

O "Não", bom... pela mesma lógica, o "Não" também deveria ser irreversível. Mas, principalmente,

o "Não" é um incentivo a que se procurem outras soluções, mais dignas e mais humanas.

O "Não" é um sinal de que os portugueses não se demitem das suas responsabilidades.

O "Não" é um sinal claro de que queremos uma sociedade melhor, de que escolhemos o certo em detrimento do fácil.

O "Não" não é uma condenação a mulheres desesperadas.

É uma mensagem de esperança em que é possível fazer melhor do isto.

É possível resolver os problemas em vez de os ignorar e atirar o lixo para baixo do tapete.

Vote em consciência e com informação.
Se votar "Sim", tenha a consciência de que não está a ajudar ninguém,
nem a evitar problemas a ninguém,
nem a salvar a vida de ninguém.
Está a poupar, isso sim, muitas dores de cabeça aos políticos e a ajudar o negócio das clínicas de aborto "a granel".

Se votar "Não" tenha consciência de que não estará a mandar mais mulherespara a prisão nem a condenar ninguém à morte.
Estará, isso sim, a evitar a banalização do aborto e a contribuir para encontrar soluções.

Vote em consciência.
Eu vou votar "Não" e tenho a consciência muito tranquila.

Maria Clara Assunção

Fonte: www.relances.blogspot.com

EXERCÍCIO DO AMOR

Com liberdade, responda a estas 10 perguntas. No final, some os "Sim" e os "Não". Terá descoberto, através deste Exercício de Amor, qual o sentido de voto que a sua consciência lhe pede.
1 - A uma mulher com dificuldades na vida, é a morte do filho que a sociedade oferece?
2 - Liberalizar o aborto torna a sociedade solidária?
3 - A mulher é mais digna, por poder abortar?
4 - Uma sociedade que nega o direito a nascer, respeita os Direitos Humanos?
5 - É maior o direito da mãe a abortar, do que o direito da criança a viver?
6 - Sem razão clínica, abortos são cuidados de saúde?
7 - Concorda que a saúde de outras mulheres fique à espera? (para que o aborto se faça até às 10 semanas)
8 - Aborto "a pedido da mulher". Há filho sem pai?
9 - Quem engravida gera um filho. Mata-se o filho?
10 - É-se mais humano às 10 semanas e 1 dia do que às 10 semanas?
Fonte: www.positivamentenao.com

25.1.07

VIDEO IMPRESSIONANTE EM FAVOR DA VIDA!

DESENVOLVIMENTO DA VIDA HUMANA NO ÚTERO DA MULHER

2 Dias: O óvulo, agora já dividido, faz uma perigosa viagem de três dias até ao útero.

4 Dias: Deslizando para o interior do útero, as células escolhem o melhor local para instalar-se durante as próximas 39 semanas.

8 Dias: Inicia-se a reprodução de um hormônio que avisa o ovário – que reproduz o óvulo – para fabricar outro hormônio, a progesterona, que informa a glândula pituitária localizada no cérebro, que a mulher está grávida e portanto, não menstruará durante esse período. Ao mesmo tempo, as já centenas de células, lançam componentes químicos para anular a acção do sistema imunológico do interior do útero. Se não fizessem isso, o corpo da mãe identificaria um organismo diferente em seu interior como se fosse um invasor e o destruiria.

9 Dias: O sexo pode ser determinado.






2ª semana







14 Dias: A menstruação da mãe é suspensa, graças ao hormônio produzido pelo seu bébé.

18 Dias: Coração e olhos sendo formados.



20 Dias: Surgem fundamentos do cérebro, da coluna e do sistema nervoso.


3ª semana







24 Dias: O coração começa a bater.



4ª semana








30 Dias: O embrião cresceu 6 a 7 mm. O cérebro atinge proporções humanas. O sangue flui pelas veias, mas separado do sangue materno.

35 Dias: A glândula pituitária no cérebro está a formar-se. Boca, orelhas e nariz tomam forma.


5ª semana





40 Dias: O coração atinge 20% do rendimento que terá quando adulto.



42 Dias: O esqueleto está formado. O cérebro coordena os movimentos dos músculos e órgãos. Iniciam-se as respostas a reflexos. Nos meninos, o pénis está a ser formado.

6ª semana



43 Dias: Ondas cerebrais podem ser registadas.

45 Dias: Iniciam-se movimentos espontâneos. Começam a brotar o que, no futuro, serão os dentes de leite.

7 Semanas: Os lábios tornam-se sensíveis ao toque. As orelhas assumem os padrões da família.


7ª semana

8 Semanas: Todos os órgãos estão presentes. O coração bate vigorosamente. O estômago produz sucos digestivos (gástricos). O fígado fabrica células sanguíneas. Os rins começam a funcionar. Já tem paladar. A criança mede 3 cm aproximadamente e pesa pouco mais do que uma grama.

8ª semana



9 Semanas: A criança pode abrir e fechar as mãos, como se estivesse a apertar um objecto. As unhas estão a ser formadas. Começa a chupar o dedo.

9ª semana



10 Semanas: O corpo é sensível ao toque. A criança pisca, engole e franze as sobrancelhas.



10ª semana



Ainda tem a coragem de dizer que o bébé no ventre materno não é uma pessoa?
Provavelmente, quem diz isso é que deixou de o ser...



Texto extraído de Jaime Kemp; “Turbulentos anos da adolescência”; Editora Sepal; pp. 29-31 (excepto último parágrafo).

O QUE PODEMOS VER NAS ECOGRAFIAS

Ecografia 3D 9 semanas









Ecografia 11 semanas




Ecografia 12 semanas






Ecografia 13 semanas




Ecografia 15 semanas




Ecografia 3D 15 semanas




Ecografia 3D 32 semanas

ABORTO: LICENÇA PARA MATAR


«A questão do aborto é a questão básica e essencial do valor da vida. Ninguém pense que a questão do aborto termina em si própria, ou que pode ser isolada de todas as outras questões fundamentais da vida e dos direitos humanos. Aceitar o aborto voluntário é desprezar a vida humana. Liberalizar o aborto é abrir a porta para uma sociedade que não vai valorizar a vida humana. Como tal, a auto-imagem torna-se extremamente baixa, a crise existencial agrava-se, o egoísmo acentua-se, a irresponsabilidade “dispara”, o desrespeito estabelece-se como comportamento normativo, o engano e a traição tornam-se prática constante, a violência e a criminalidade atingem índices incontroláveis.»

O valor da vida humana
O aborto é sempre lamentável. Torna-se extremamente condenável quando é premeditado, ou voluntário. É das maiores barbaridades, dos maiores crimes que a humanidade pode e tem cometido. A questão do aborto é a questão básica e essencial do valor da vida. Ninguém pense que a questão do aborto termina em si própria, ou que pode ser isolada de todas as outras questões fundamentais da vida e dos direitos humanos. Aceitar o aborto voluntário é desprezar a vida humana. Liberalizar o aborto é abrir a porta para uma sociedade que não vai valorizar a vida humana. Como tal, a auto-imagem torna-se extremamente baixa, a crise existencial agrava-se, o egoísmo acentua-se, a irresponsabilidade “dispara”, o desrespeito estabelece-se como comportamento normativo, o engano e a traição tornam-se prática constante, a violência e a criminalidade atingem índices incontroláveis.

Ser moderno?!
O egoísmo, a superficialidade, o hedonismo e consequente eudeusamento do conforto vigentes na nossa sociedade tem-na tornado cega. As pessoas vivem em função do que vêem e do que sentem. Não vêem o feto formado e querem sentir-se bem. Por isso procuram desculpar e legitimar aquilo que é aberrante. Alguém disse que se as barrigas das grávidas fossem transparentes, ninguém conseguiria praticar o aborto. Mas a nossa sociedade não pode considerar apenas o que vê. Só porque ainda não se vê a pessoa, não significa que ela não exista e não tenha o mesmo valor. E dizemo-nos sociedade moderna... e sofisticada (creio que o termo “pós-moderna” vem bem a propósito para caracterizar a nossa sociedade. É que estamos mesmo numa fase pós-moderna: estamos a perder a modernidade, a inteligência razoável e estamos a entrar numa fase completamente tribal e animalesca). Algumas pessoas querem fazer crer que a lei que proibe o aborto está obsoleta e ultrapassada e que liberalizar tal acto é ser moderno. Isto é mentira. Repito: aceitar e promover tamanha barbaridade é voltar a uma socidade tribal e animalesca. É voltar atrás. É andar para trás.

A incoerência da lei
Qual a inteligência e razoabilidade de uma lei que diz que até às 10 semanas o aborto não é crime; a partir das 10 semanas já é?! As pessoas já não sabem o que é certo e errado. Não conseguem sequer ser razoáveis. O pior é que essa atitude repercute-se em todas as outras áreas da vida, deixando as pessoas desnorteadas, sem saberem como serem felizes. Desde quando é que um acto é crime ou não dependendo do tempo em que é praticado? Isto é contra-senso e hipocrisia. Um crime não depende apenas da lei, pois as leis são imperfeitas, feitas por homens imperfeitos. Por definição, crime é não somente infracção a um preceito da lei, mas infracção da moral. A comunidade internacional não precisou ficar à espera que a Alemanha reconhecesse as práticas nazis de crimes para declarar, “crime contra a humanidade”. Era por demais evidente independentemente das leis do país. Pois o aborto é crime contra a humanidade. É pôr termo, de uma forma abrupta e sem escrúpulos, a uma vida humana. Isso tem um nome: homicídio. Não há forma de descriminalizar um acto desta natureza. Matar uma pessoa, só porque ainda não foi vista fora do útero da mãe já não é homicídio? É um homicídio menor? Pois declaro que é ainda pior. Quando uma pessoa com uma certa idade é assassinada, estamos diante de um homicídio de meia vida, ou ¼ de vida (dependendo do tempo que viveu e do tempo que ainda viveria). Num homicídio por via de aborto, mata-se uma vida inteira. Quando é assassinada uma pessoa com alguma idade, mata-se alguém que tem algumas possibilidades de defesa. Num caso de aborto, mata-se alguém completamente indefeso. Este princípio é aplicado nas crianças e deveria sê-lo ainda mais à vida humana no útero maternal.

Os danos
Os danos para esta prática são muitos, incalculáveis e incontroláveis. Alguns danos para a sociedade no seu geral já foram verificados. Vejamos agora para os directamente envolvidos: Para o bébé, a morte, negando-lhe a possibilidade da vida. Para a mãe, problemas graves no futuro de auto-estima, de culpa, de infelicidade e amargura (situações pouco ou nada faladas, mas imensamente verificadas). Se não tiver problemas com a sua consciência, estará então numa situção ainda mais trágica: orgulho, egoísmo exacerbado, insensibilidade extrema, desprezo completo da vida humana e do seu semelhante, o que leva a pessoa a uma infelicidade ainda maior. A infelicidade de não conseguir amar nem dar amor. O dano de praticar aborto é incomparavelmente pior do que assumir uma gravidez por muito complicadas que sejam as circunstâncias (gravidez na adolescência, etc.). Não há desculpas, nem argumentos, nem justificações para tamanha barbarie.

"A barriga é minha!"
O argumento de que “a barriga é minha e eu faço o que quero com ela” é completamente narcísico e destrutivo. Só porque tenho alguém na minha casa, ou na minha propriedade, não me dá o direito de matá-lo (a não ser que ponha em risco a minha ou a vida de alguém). Isto é absurdo! A base da democracia e dos direitos humanos é que “a nossa liberdade termina onde começa a do outro”.

Liberalização = aumento desmensurado da prática
O argumento de que liberalizando baixa-se a prática (considerando que o fruto proibido é o mais apetecido) e reduzem-se os riscos (como por exemplo, o prejuízo para a grávida por praticar o aborto por pessoas ou circunstâncias indevidas) é um engano por demais básico. Nunca uma prática tem sido reduzida pela liberalização. Os países onde isso acontece são uma prova. A irresponsabilidade aumentará sobremaneira com a liberalização, pois não importa mais pensar nas consequências, pois alguém pagará a conta por nós. O sexo irresponsável aumentará, trazendo com ele mais problemas de desestruturação emocional, da família e incremento das doenças sexualmente transmissíveis. Os riscos aumentarão e os danos também.
Será que alguém ainda tem coragem de dar licença para matar?!
Por Hugo Pinto